A Agência Nacional de Transportes Aquaviários, a ANTAQ, reforça as medidas preventivas para evitar impactos da estiagem no transporte de passageiros e cargas no Amazonas e em outros estados da Região Amazônica.
A estratégia leva em conta as secas severas registradas em 2023 e 2024, quando os rios chegaram a níveis historicamente baixos e afetaram a navegação e o abastecimento. Para 2026, a Agência afirma que, até o momento, não há cenário de seca extrema semelhante, mas mantém o monitoramento preventivo.
Desde maio, a ANTAQ acompanha, em conjunto com outros órgãos, as condições de dragagem de rios estratégicos, como Madeira, Amazonas e Tapajós.
A Agência também reforça a fiscalização e orienta empresas de navegação, portos e terminais a manterem atualizados os planos de contingência para eventos hidrológicos extremos.
Entre as medidas previstas estão o uso de embarcações com menor calado, mudanças nas escalas, reorganização e transbordo de cargas e utilização de estruturas provisórias.
Outra preocupação é a chamada Taxa de Seca, cobrada por empresas de navegação em períodos de restrição provocada pelo baixo nível dos rios.
A ANTAQ determinou que qualquer cobrança desse tipo seja comunicada com pelo menos 30 dias de antecedência e apresente informações sobre custos e critérios utilizados.
A Agência afirma que seguirá acompanhando o cenário dos rios para antecipar riscos e preservar a regularidade do transporte e do abastecimento na Região Norte.