A Amazônia Legal registra o segundo menor desmatamento em 8 anos. Segundo levantamento do Imazon, que monitora a região por imagens de satélite, entre janeiro e agosto de 2026, foram derrubados 2.053 quilômetros quadrados de floresta.
O resultado representa uma alta de 2% em relação ao mesmo período de 2025, mas ainda está 74% abaixo do registrado em 2022, quando o desmatamento atingiu 7.943 quilômetros quadrados, maior marca da série histórica iniciada em 2008.
Somente em agosto, foram derrubados 463 quilômetros quadrados de floresta, 19% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o resultado também foi o segundo menor para agosto desde 2018.
Pará, Mato Grosso e Amazonas concentraram a maior parte da devastação entre janeiro e agosto. Juntos, os três estados responderam por 83% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal.
Nas terras indígenas, o cenário foi de menor pressão. Dos territórios monitorados, 63% não registraram desmatamento nos primeiros oito meses do ano. Ao todo, foram derrubados 32,25 quilômetros quadrados de floresta nessas áreas, o equivalente a 1,6% do total registrado na Amazônia.
As unidades de conservação também apresentaram participação reduzida, com 192,8 quilômetros quadrados desmatados. A maior concentração ocorreu na APA Triunfo do Xingu, responsável por quase 40% de toda a área desmatada dentro das unidades de conservação.
Outro destaque do levantamento foi a redução da degradação florestal, provocada principalmente por queimadas e extração de madeira. Entre janeiro e agosto, a área degradada caiu 72%, passando de 2.744 para 779 quilômetros quadrados.
Para pesquisadores do Imazon, os números mostram uma redução expressiva em relação aos picos registrados nos últimos anos, mas também indicam que ainda são necessários esforços para alcançar a meta brasileira de zerar o desmatamento até 2030.