A mortalidade materna no Amazonas continua acima da média nacional, mesmo após a queda registrada nos últimos anos.
De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde, entre 2018 e março de 2026, foram registradas 555 mortes de mulheres durante a gestação, o parto ou o puerpério no estado.
O perfil da maioria das vítimas mostra que mulheres entre 20 e 29 anos concentram a maior parte das mortes maternas registradas no Estado de acordo com os dados da Fundação de Vigilância em Saúde.
As principais causas dos óbitos são hemorragias durante ou após o parto, casos de eclâmpsia, complicação grave associada à hipertensão na gravidez e complicações relacionadas a abortos.
A obstetra Paloma Grangeiro aponta fatores que explicam esse cenário:
O pré-natal é fundamental para evitar complicações e aumentar as chances de gravidez e parto saudáveis.
A recepcionista Stephany Prisila, de 32 anos, conta como foi seu pre-natal de duas gestações.
Segundo especialistas, as características geográficas do Amazonas continuam sendo um dos principais desafios.
A grande extensão territorial, a dispersão populacional e a presença de comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas dificultam o acesso ao pré-natal, ao acompanhamento de gestantes de alto risco e ao atendimento rápido em casos de urgência obstétrica.