Uma terceira dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 aumenta significativamente os níveis de anticorpos capazes de neutralizar a variante Ômicron do coronavírus. A descoberta consta em um novo estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, e da Universidade de Oxford.
A pesquisa aponta que, um mês após terem tomado a terceira dose do imunizante, os voluntários apresentaram anticorpos contra a Ômicron em níveis semelhantes aos anticorpos que combatem as variantes Alfa e Delta depois da segunda dose.
A infectologista Joana Darc Gonçalves destaca que as pesquisas para investigar se as vacinas existentes são ou não eficazes para proteção contra a variante trazem resultados positivos. (ouça)
O estudo mostra que os anticorpos neutralizantes contra a variante aumentaram 2,7 vezes após a terceira dose da AstraZeneca.
Os pesquisadores salientaram que “a campanha para fornecer doses de reforço deve adicionar considerável proteção contra a infecção pela Ômicron”.
Para intensificar o combate à variante, o Ministério da Saúde já anunciou a redução de cinco para quatro meses do intervalo entre a segunda e a terceira dose da vacina contra a Covid-19. Para a infectologista, a medida é acertada. (ouça)
A disseminação da Ômicron levou a uma nova onda de contaminações na Europa. A França, por exemplo, registrou recentemente 208 mil casos de Covid-19 em 24 horas, um recorde desde o início da pandemia. A Espanha registrou cerca de 100 mil casos em um dia, mais que duplicando o recorde anterior.
Reportagem: Guilherme Guedes