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Fiscal que agiu com truculência contra ambulante na Ponta Negra terá conduta investigada, afirma Prefeitura

Fiscal que agiu com truculência contra ambulante na Ponta Negra terá conduta investigada, afirma Prefeitura
Reportagem: Álex Ferreira

No pós-pandemia, no linguajar popular, as pessoas se viram pra conseguir sustentar a família. Mas, nem sempre é fácil ganhar o pão de cada dia de forma digna.

Durante abordagem feita no último domingo (24), no complexo turístico da Ponta Negra, que fica na zona oeste de Manaus, um ambulante teve a mercadoria jogada e a ferramenta de trabalho apreendida por fiscais da prefeitura, que estavam acompanhados de Guardas Municipais.

O objeto recolhido era uma mini churrasqueira, usada geralmente para venda de queijo assado e outros petiscos.

A ação truculenta foi filmada e compartilhada em aplicativos de conversas e redes sociais. No vídeo, um dos agentes segura o ambulante pela camisa, enquanto tenta retirar à força a churrasqueira das mãos do vendedor. A filha do rapaz, que o acompanhava nas vendas, fica desesperada. (Ouça)

De acordo com a prefeitura, o vendedor ambulante, em questão – que não teve o nome divulgado, já havia sido notificado três vezes por trabalhar de forma irregular. Mas, até mesmo quem tem autorização enfrenta dificuldades para trabalhar, como fala um permissionário, que não quis se identificar. (Ouça)

Conforme o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), as vendas na Ponta Negra são feitas por pessoas jurídicas e associações, e que “o controle a vendedores irregulares é para manter a ordem no espaço e a segurança, inclusive alimentar aos frequentadores do local”.

Fiscalizar uma coisa, abordar com truculência, outra. Para o advogado, Ruan Marques, é preciso compreender que houve erro de ambas as partes envolvidas no caso. (Ouça)

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Manaus repudiou a atitude tomada pelo fiscal. Conforme a nota, divulgada nessa segunda-feira (25), o servidor “agiu de forma desproporcional”, “ignorando os preceitos básicos de urbanidade, civilidade e responsabilidade social”, e informou ainda que, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), “abrirá Procedimento Administrativo para apurar a conduta do servidor envolvido no caso”.

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