Aulas 100% não cumprem medidas de distanciamento

Escolas da rede estadual voltam a registrar aglomerações no retorno presencial das aulas

O primeiro dia de aulas 100% presenciais na capital amazonense é marcado por aglomerações e descumprimento dos protocolos sanitários. Após 18 meses de aulas pela internet e também pela TV aberta, mais de 230 mil alunos de rede estadual voltaram ao ensino presencial nessa segunda-feira (23).

O retorno ocorre cinco meses após a segunda onda da pandemia do coronavírus, que vitimou mais de seis mil pessoas nos primeiros três meses do ano.

Salas de aula lotadas e muita aglomeração de alunos. Esse foi o cenário na volta as aulas na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, localizada na zona leste de Manaus.

O total de alunos matriculados ultrapassa os 700. A denúncia é desse professor que terá a identidade preservada.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), abriu um canal de denúncias para receber as ocorrências e encaminhá-las para o Ministério Público Estadual, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e Secretarias Municipal e Estadual de Educação.

De acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, os registros aglomerações e de falta de descumprimento dos protocolos mostra que o estado ainda não tem condições sanitárias para o retorno das aulas. (ouça)

Questionada sobre as aglomerações ocorridas nas escolas da rede estadual, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) informa que monitora a execução dos protocolos de saúde, adequando e reajustando as medidas para o bem-estar da comunidade escolar.

A pasta reforça que o distanciamento segue como importante protocolo de segurança, assim como o uso obrigatório de máscaras e a vacinação dos alunos e professores da rede estadual, além da higienização com álcool em gel e sabão.

A Seduc diz ainda que toda a equipe escolar está preparada e orientada para se fazer efetivar as medidas de combate à Covid-19.

Desde o último dia 14 de agosto, 82% dos estudantes estão aptos a tomar a 1ª dose da vacina e a secretaria tem realizado um trabalho de incentivo para que os adolescentes de 12 a 17 anos se imunizem contra a doença.

Reportagem: Ricardo Chaves
Foto: Reprodução