Em Manaus, proliferação de caramujos africanos acende alerta para a população

Em Manaus, proliferação de caramujos africanos acende alerta para a população

O inverno amazônico acende alerta para a proliferação de caramujos africanos em Manaus. Também conhecido como caramujo gigante, a espécie é vetora de doenças como meningite e hepatite.

O acúmulo do caramujo gera criadouro de diversas doenças. (Foto: Altemar Alcântara/Semcom)

A carapaça do caramujo também pode servir de criadouro para o Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika vírus, Chikungunya e febre amarela.

Raimundo Araújo, membro da Divisão de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), afirma que o papel da população é fundamental no controle da infestação dos caramujos. (Ouça)

Nenhum órgão se responsabiliza pela coleta do molusco, mas dá orientações para as pessoas se livrarem da espécie. A Semmas realiza tutoriais de combate ao caramujo africano para a população.

Raimundo conta o passo a passo em caso de ocorrência do caramujo nas residências. (Ouça)

É importante saber diferenciar o caramujo gigante do caramujo nativo. O primeiro tem forma cônica, no modelo de aspiral e tem a cor marrom claro. Já o nativo, tem o formato redondo, no tom de café.

Além dos problemas à saúde, a espécie também causa prejuízo ambiental, já que a introdução do caramujo africano traz a perda de biodiversidade.

O molusco age no ambiente como uma espécie exótica invasora que compete com as espécies nativas por espaço e por alimento, e não existem predadores naturais para realizar seu controle populacional.

Para mais orientações junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidadae (Semmas) sobre como combater os caramujos gigantes, é só entrar em contato pelo número: (92) 98842-2090.

Reportagem: João Felipe Serrão