O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a intenção do governo federal de recomprar a Refinaria Isaac Sabbá, privatizada em 2022, durante a gestão do então presidente Jair Bolsonaro.
Contudo, Lula condicionou a reestatização do empreendimento à oferta de um "preço justo" pela atual operadora.
A declaração foi feita após uma provocação de trabalhadores do setor petrolífero que acompanhavam o anúncio de investimentos bilionários da Petrobras no Amazonas. O evento ocorreu durante agenda no Estaleiro Bertolini, em Manaus.
A refinaria foi vendida por 257 milhões de dólares ao grupo Atem, que também atua na revenda de combustíveis com uma extensa rede de postos no estado.
Antes da venda, a unidade era administrada pela Petrobras. Com a privatização, a refinaria manteve a política de paridade internacional, que repassa ao consumidor final qualquer oscilação do preço do barril de petróleo e do dólar no mercado internacional.
Essa política, implementada em 2017 no governo Michel Temer, foi abandonada pela Petrobras em 2023.
A refinaria local atende a sete dos nove estados da Amazônia Legal e recentemente foi alvo de críticas por diminuir o refino de derivados de petróleo.
Atualmente, a unidade cobra dos distribuidores dois reais e setenta centavos a mais que a Petrobras para refinar a gasolina comum.