Deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) avaliam que só a substituição do comando da fundação Amazonprev não é suficiente para retomar a normalidade na instituição. Eles pedem, ainda, a responsabilização pelas perdas de recursos aplicados no Banco Master.
Na última quinta-feira (28), o governador Roberto Cidade formalizou a exoneração de Evilázio Nascimento do cargo de diretor-presidente da fundação. O ato foi publicado no Diário Oficial.
O deputado estadual e líder da oposição, Wilker Barreto (PSD), reconheceu que os investimentos em letras de crédito do Banco Master e no C6 Bank, sem registro em ata do comitê de investimentos, ocorreram antes da administração de Evilázio.
A Amazonprev é a responsável pela gestão e pagamento de aposentadorias e benefícios dos funcionários públicos estaduais dos três poderes. Em 2024, a autarquia investiu R$ 50 milhões no Master e outros R$ 250 milhões no C6 Bank.
O recurso aplicado no Master foi perdido depois de a instituição ter sido liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central, já que o investimento não conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) considerou a mudança necessária e insistiu que o órgão precisa apresentar explicações sobre as aplicações, que foram alvo de operação da Polícia Federal na sede da entidade, em março.
Evilázio Nascimento havia assumido a autarquia em 9 de maio de 2025. Vinte e um dias depois da posse, Nascimento liderou uma comitiva da Amazonprev em uma visita à sede do Banco Master.
Na ocasião, o grupo demonstrou preocupação com as garantias dos investimentos, com a imagem do banco no mercado e com a compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília.
Mas, mesmo diante das ressalvas feitas no encontro, nenhuma medida foi tomada para salvar ou reaver o recurso investido em letras de crédito do Master.