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07/05/2026

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Política com Rosiene Carvalho

Trocas no início do governo combinam ruptura e ajuste no caixa

Os assuntos foram abordados na Coluna de Política, da jornalista Rosiene Carvalho no jornal BandNews Amazônia 2ª Edição desta quarta-feira (6).

Por Rosiene Carvalho 06/05/2026 18:18 - há 13 horas
Trocas no início do governo combinam ruptura e ajuste no caixa

📌 Fôlego fiscal

Além do impacto político e administrativo, as mudanças promovidas por Roberto Cidade (União) no primeiro dia de governo tiveram outro objetivo e efeito: miraram a reorganização do fluxo de caixa e do orçamento. As pastas priorizadas nas primeiras trocas concentram a maior parte dos recursos financeiros do governo.

📌 Dívidas em renegociação

Outra prioridade estabelecida ainda no início do governo interino, e que avança em Brasília, é a negociação para alongamento de dívidas, com o objetivo de garantir até R$ 500 milhões anuais. As articulações foram lideradas por Cidade e pelo vice-governador, Serafim Corrêa (PSB).

📌 Resistência e aprovação

As trocas nas secretarias em curso enfrentam reação de grupos que controlavam pastas, mas têm boa recepção entre os servidores. A presença de Roberto Cidade e Serafim em secretarias como Sepror, Seduc e Sefaz, nas posses dos novos gestores, reforçou a sinalização de mudança e gerou impacto positivo entre os funcionários.

📌 Demissionários

Interlocutores de Cidade informam que o governo continuará a trocar o comando de pastas estratégicas nos próximos dias. Nomes vinculados à cúpula de gestão Wilson Lima estão hoje na condição de demissionários: seguem formalmente nomeados, mas perderam espaço e poder.

📌 PL no governo

As três pastas do PL, que tem como pré-candidata ao Governo do AM Maria do Carmo, estão mantidas e sem expectativa de troca neste momento. A sigla deu três votos a Cidade na eleição indireta e foi fiel da balança na primeira semana de articulação da disputa.

📌 Reação adversa

O episódio envolvendo o vereador Coronel Rosses (PL), com atitudes autoritárias contra a liberdade de expressão de estudantes e professores nos corredores da Ufam, expôs os limites políticos do parlamentar. A repercussão exibe a dificuldade que ele tem hoje em alcançar cerca de 56 mil votos para se beneficiar do desempenho de Salazar, avaliado como puxador do PL em 2026. Rosses quer uma vaga de deputado federal. Além de não mobilizar a base bolsonarista a seu favor, ele ressuscitou o campo da esquerda nas redes sociais.

Os assuntos foram abordados na Coluna de Política, da jornalista Rosiene Carvalho no jornal BandNews Amazônia 2ª Edição desta quarta-feira (6).

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