O Caprichoso levou à arena, na segunda noite do Festival, nesse sábado (27), um espetáculo destacando a valorização da Amazônia, dos povos originários e da ancestralidade.
No segundo ato, intitulado “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia - O Chão da Vida”, o touro negro apresentou a floresta como um território protegido por seres encantados, guardiões e saberes tradicionais.
O bumbá enfatizou a relação entre natureza, espiritualidade e identidade amazônica. O espetáculo também retratou conflitos históricos enfrentados por comunidades indígenas, ribeirinhas e populações tradicionais.
O destaque da noite foi a Lenda Amazônica "Curupira – O Guardião da Vida", criada pelo artista Roberto Reis. A alegoria apresentou o encantado como protetor da floresta, dos animais e do equilíbrio da natureza. Durante a evolução, a cunhã-poranga Marciele Albuquerque surgiu da estrutura alegórica.
O Ritual Indígena "Transcendência Asurini – Maraká" também encantou o público. Desenvolvido na alegoria assinada por Kennedy Prata, teve como destaque o pajé do Caprichoso, Erick Beltrão.
Na arena, o ritual simbolizou a sabedoria ancestral dos povos indígenas e a conexão entre floresta, espiritualidade e coletividade.
A Figura Típica Regional "Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia", desenvolvida pelos artistas Márcio Gonçalves e Nildo Costa, também integrou o espetáculo. A encenação homenageou homens e mulheres que fazem dos rios seu modo de vida, representando o pescador como guardião das águas.
Em um dos momentos de emoção na Arena, o compositor Ronaldo Barbosa foi homenageado em um dos versos do amo Caetano Medeiros. Barbosa teve sua trajetória como autor de grandes hits e chorou emocionado.
FOTOS: Mauro Neto e Tiago Correa/Secom