Durante anos, muitas mulheres ouviram que precisavam apenas emagrecer para resolver o aumento desproporcional de gordura nas pernas e quadris. Mas, para milhões delas, o problema não está relacionado à falta de dieta ou exercício físico.
Trata-se do lipedema, uma doença crônica reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que pode atingir até 12,3% da população feminina adulta brasileira, cerca de 8 milhões de mulheres.
Caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, o lipedema provoca dor, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas.
Apesar da alta prevalência, a doença ainda é frequentemente confundida com obesidade, linfedema ou até mesmo celulite, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequado é o que explica a ginecologista Aline Frota.
Além dos sintomas físicos, a condição também afeta a saúde emocional. Estudos mostram que 61,3% das pacientes apresentam sintomas de ansiedade e 38,7% relatam quadros depressivos, reflexo não apenas das limitações impostas pela doença, mas também da falta de informação e compreensão sobre o problema.
A cuidadora de idosos, Leia Marques sabe como é conviver com o Lipedema:
Embora ainda não exista cura definitiva, especialistas ressaltam que o tratamento adequado pode controlar a progressão da doença, aliviar a dor e melhorar significativamente a qualidade de vida das pacientes.
As opções incluem mudanças alimentares, exercícios físicos, terapia compressiva e, em casos específicos, procedimentos cirúrgicos.