Seguradoras se negam a cobrir prejuízos de caminhões e mercadorias que circulam pela BR-319 e cargas estão sendo transportadas “na sorte” para Manaus durante o período de chuvas.
A dificuldade foi citada pelo presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, em entrevista à BandNews Difusora FM, nesta quarta-feira (20).
Assayag afirmou que os prejuízos registrados nos últimos anos, com carretas atoladas, cargas perdidas e falhas na refrigeração de produtos perecíveis, fizeram empresas de seguro deixarem de cobrir parte das operações na rodovia.
Apesar das dificuldades, empresários continuam utilizando a BR-319 por considerarem a rota mais rápida e de baixo custo para garantir o abastecimento de produtos perecíveis para Manaus.
Segundo o presidente da CDL, se a rodovia operar em condições normais, uma carreta consegue sair de Porto Velho pela manhã e chegar à capital amazonense no mesmo dia, o que ajuda a manter produtos com maior prazo de validade para o consumidor.
O setor defende medidas para reduzir os impactos logísticos e evitar aumento ainda maior nos preços durante uma possível seca severa no Amazonas.