Os produtos vendidos em Manaus podem ficar entre 15% e 25% mais caros durante o período de estiagem no Amazonas, no segundo semestre deste ano.
O alerta é do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, em entrevista à BandNews Difusora FM nesta quarta-feira (20).
Segundo ele, representantes do comércio participaram, na última sexta-feira (15), de uma reunião na Marinha do Brasil para discutir medidas de enfrentamento à vazante dos rios para evitar o aumento dos preços, após alerta da Defesa Civil sobre uma possível seca severa este ano.
De acordo com Assayag a previsão é que parte dos 60% das cargas que chegam pelos portos do SuperTerminais e Chibatão sejam transferidas para Itacoatiara durante a seca.
Ralph Assayag lembrou que, em 2024, a estiagem provocou falta de aproximadamente 30% dos produtos no mercado local.
Para evitar novos prejuízos, a Marinha do Brasil já realiza o mapeamento de áreas críticas no Rio Madeira, onde há risco de encalhamento, para facilitar a atuação de dragas e manter a navegação.
Entre as demais alternativas estudadas estão o transporte de cargas por Belém e também pela BR-319, caso o Rio Madeira enfrente paralisações por conta da estiagem. A Receita Federal também participa das discussões para viabilizar operações emergenciais de transbordo de mercadorias.
Uma nova reunião entre os setores envolvidos deve acontecer na primeira quinzena de junho. A expectativa do comércio é negociar alternativas para reduzir os custos logísticos e minimizar o impacto no preço final dos produtos ao consumidor.