Um novo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas aponta que, entre 2020 e 2024, mais de duas mil mulheres foram diagnosticadas com câncer do colo do útero, principalmente entre 35 e 54 anos.
A faixa etária concentrou 69,2% das internações registradas no período analisado.
A FVS ressalta que esse grupo é de mulheres economicamente ativas, o que gera impacto para além da saúde individual, mas também na dinâmica familiar e social.
Porém, mesmo com os índices analisados entre 2020 e 2024, os números de exames e da cobertura vacinal também aumentaram.
A gerente de vigilância epidemiológica, Lilian Furtado, detalha os dados e destaca que a prevenção é fundamental para a garantia da saúde da mulher.
O câncer do colo do útero está entre as neoplasias com maior custo médio de tratamento no SUS, aponta o boletim da FVS.
O acesso ao tratamento é um desafio, mais de 64% das mulheres no Amazonas começaram o atendimento depois de 60 dias do diagnóstico, prazo considerado acima do ideal.
O porcentual reflete inúmeras barreiras, como o acesso aos serviços especializados, por conta da distribuição territorial que exige deslocamento de longa distância para centros de tratamento.
O cenário observado no Amazonas é padronizado com relação ao perfil descrito para a região Norte, que concentra as maiores taxas estimadas do câncer de colo uterino no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer.
O boletim reforça que o combate à doença depende de três pontos principais: vacinação, exames regulares e início rápido do tratamento.