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Baixa adesão à vacina contra sarampo liga alerta para novo surto no AM

Reportagem: Gabrielle Moura

Após dois anos, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas confirmou um novo caso de sarampo. Foi em Manacapuru, no interior, em uma criança de um ano de idade, sem histórico de vacinação.

Com a volta da doença e a baixa cobertura vacinal no Amazonas, especialistas demonstram preocupação para o risco de uma nova epidemia do sarampo. Em 2018, o Amazonas enfrentou um surto com alto número de pessoas e crianças infectadas.

A vacina Tríplice Viral é a única forma de prevenção contra a doença e, nos últimos seis anos, o Amazonas vem apresentando coberturas abaixo de 95%, que é a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI).

O médico infectologista Euler Ribeiro diz que a população precisa ter consciência da importância da imunização. (Ouça)

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, potencialmente grave, transmissível e extremamente contagiosa. Pode sustentar transmissão ampla, capaz de registrar surtos explosivos e afetar todas as faixas etárias.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, FVS, a população alvo da Campanha de Vacinação contra o Sarampo de 2022 no Amazonas é de 441 mil pessoas entre trabalhadores da saúde e crianças com idade entre 6 meses e menores de 4 anos.

Até agora foram aplicadas 249 mil doses da vacina Tríplice Viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, a maioria delas em crianças, como explica o diretor técnico da FVS-RCP, Daniel Barros. (Ouça)

A Vacina que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola está disponivel nas UBS’s da cidade e interior do estado para o público.

A lista com os endereços pode ser conferida no site semsa.manaus.am.gov.br

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