Revoltados, motoristas relatam hostilidade e constrangimento de flanelinhas por cobranças abusivas em Manaus

Revoltados, motoristas relatam hostilidade e constrangimento de flanelinhas por cobranças abusivas em Manaus

Reportagem: Clara Toledo

Estacionar o carro nas ruas da capital é sair de casa já com os trocados dos flanelinhas na carteira. Em dias de grandes eventos, a preocupação com o veículo é dobrada, tanto para achar uma vaga, quanto para não pagar tão caro para estacionar.

O Arraial do CSU começou no último fim de semana e como é de costume, movimentou o trânsito nas proximidades. Quem precisou parar na área sofreu com os altos preços impostos pelos flanelinhas.

(Foto: Reprodução/Internet)

Socorro Silveira trabalha em uma das barracas do festival e conta que quem estaciona nas ruas, além de pagar caro, ainda sofre com o perigo de ter o carro danificado. (Ouça)

Nesse domingo, SETE flanelinhas foram detidos após denúncias de que estavam constrangendo e cobrando valores abusivos pela utilização do espaço público das vias de acesso ao CSU. Os homens foram encaminhados ao 1° Dip por estarem exercendo a função sem as devidas condições legais.

Não é incomum encontrar pessoas que tenham passado por situações desagradáveis com a classe; José Bastos teve o carro vandalizado por cuidadores de carros. (Ouça)

O operador de áudio Chacal Colleti também passou por situação constrangedora nas ruas do centro de Manaus. (Ouça)

Apesar de comum, são as exceções da classe. Adson, flanelinha que trabalha há mais de 10 anos no centro de Manaus e diz que tem uma lista de clientes fiéis. (Ouça)

Na capital, MIL flanelinhas estão registrados na Associação dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos do Amazonas (Aglavam).

A prática, ainda que comum, não é regulamentada por lei, portanto não é obrigação do motorista pagar algo aos flanelinhas, como explica o diretor-presidente do Procon-AM. (Ouça)

Em 2014, tramitou na Câmara Municipal de Manaus um projeto que proibia a atuação de flanelinhas em ruas, avenidas e espaços públicos da capital. O projeto não foi aprovado e foi rejeitado pelos vereadores.