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Revistas em quadrinhos que retratam festas da castanha e do guaraná são lançadas em Manaus

por Clara Toledo Serafini

 

por Eros de Sousa

Histórias em quadrinhos inclusivas que valorizam a cultura regional serão lançadas nesta quinta-feira (30) no Casarão de Ideias no Centro de Manaus. As histórias tratam sobre duas importantes celebrações do interior do Amazonas, a Festa da Castanha, em Tefé, e a festa do Guaraná, em Maués.

A festa do guaraná costuma acontecer no último fim de semana de novembro e surgiu há 40 anos com o intuito de comemorar o ciclo de produção e colheita do principal fruto do município. O evento foi cancelado esse ano devido à seca severa que atinge o município.

A festa da Castanha também tem um aspecto histórico social. Realizada pela primeira vez em 1978, a festa diz a respeito a castanha, que é o principal fruto produzido nas florestas do entorno do distrito do Caiambé, no município.

A explicação da origem do evento está no artigo “A festa da castanha como manifestação cultural de Tefé/AM” produzido por pesquisadores da UEA.

Neste ano, a festa foi realizada no mês de junho.

As duas festas têm forte apelo cultural e movimentam a economia dos municípios. Durante os festejos, milhares de turistas visitam as duas cidades.

As histórias em quadrinhos foram elaboradas por uma equipe multidisciplinar de profissionais, docentes e discentes da UEA, além de pessoal com experiência na produção de material didático. Serão lançados os volumes 6 e 7 das coleções.

Segundo a coordenadora do projeto Suzana Araújo, a ideia de contar essas histórias visa justamente valorizar a cultura desses municípios: (Ouça)

Tanto o volume 6 que conta a história da festa do guaraná, quanto o volume 7 que relata a história da festa de castanha, terão ferramentas de acessibilidade, sendo uma delas a língua Brasileira de sinais:

Os dois títulos têm o objetivo apresentar ao leitor as cadeias produtivas e sustentáveis que caracterizam os aspectos de identidade dos municípios de Maués e Tefé.

Os volumes contribuem, também, para a difusão de Libras em sala de aula, para inclusão de pessoas surdas e interação com os não surdos. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar atualmente, 186 alunos surdos estão matriculados na rede de ensino estadual, com 78 alunos no interior do estado.

Segundo o IBGE cerca de 150 mil amazonenses têm algum tipo de surdez. O número pode ser maior, já que o último censo com esse grupo foi realizado em 2010.

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