Força Nacional não inibe atos de violência de garimpeiros, segundo organizações indígenas do Pará

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), afirmam que a presença das Forças Nacionais, desde segunda (24), não inibe os garimpeiros que seguem cometendo atos de violência para ameaçar e intimidar lideranças contrárias a atividade ilegal em terras indígenas, no Pará.

Ontem, 26, homens armados, que exibiam galões de gasolina invadiram a aldeia onde se encontrava Maria Leusa Munduruku, coordenadora da Associação das Mulheres da etnia e incendiaram a casa dela.

Um áudio institucional da APIB revela o momento de terror vivido por Maria Leusa, que pede socorro minutos antes do incêndio.

Há suspeitas de que o ataque tenha sido organizado após o vazamento, na terça (25), de um documento do Serviço de Repressão a Crimes contra Comunidades Indígenas da Polícia Federal (PF) para grileiros que atuam em sete florestas nacionais e territórios indígenas no Sudoeste do Pará.

A rotina de terror se repete também na TI Yanomami, em Roraima, sob ataque intenso desde o início do mês.

Da redação
Foto: Reprodução/Chico Batata/Greenpeace