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Plínio Valério questiona preservação integral da Amazônia e trabalho da FAS na região

por Clara Toledo Serafini

Reportagem: Ricardo Chaves

Em discurso em sessão do Senado na terça-feira (22), o senador Plínio Valério (PSDB) questionou a preservação integral da Amazônia enquanto ainda persistem índices expressivos de pobreza no Amazonas.

Para justificar, o político argumentou que enquanto praticamente integralmente da floresta amazônica é preservada no estado, grande parte da população está com dívidas e em situação de pobreza. (Ouça)

O senador que também preside a CPI das ONGs questionou recursos que são destinados a essas entidades, que segundo ele, não atendem as necessidades básicas dos moradores.

Ele citou como exemplo a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e criticou o trabalho desenvolvido pela organização. (Ouça)

Outro senador que se pronunciou sobre o tema foi Beto Faro (PT-PA). Diferente de Plínio ele defendeu o trabalho de ONGs na região e afirmou que existem muitas ONGs “honestas” que ajudam no desenvolvimento da Amazônia e das populações mais pobres. (Ouça)

O senador também defendeu que a CPI apresente trabalhos e propostas que contribuam na formulação de políticas públicas pelo governo federal. (Ouça)

 

A BandNews Difusora FM entrou em contato com a FAS que esclareceu que atua de modo transparente, com históricos da destinação dos aportes, contribuindo com a conservação do bioma, valorização da floresta em pé, da biodiversidade, e pela
melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia.

A FAS diz que executou dois projetos do Fundo Amazônia, entre 2010 e 2021, que totalizaram um montante de MAIS DE 50 MILHÕES.

Esses recursos foram destinados para o fortalecimento de associações comunitárias e geração de renda.

A fundação também informou que os recursos acessados junto ao Fundo Amazônia foram objeto de avaliação de efetividade de alto nível solicitada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e realizada pela GIZ, que é uma empresa é especializada em projetos de cooperação técnicos e de desenvolvimento sustentável em escala mundial e ainda complementada por avaliação de da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
(CEPAL).

Ambas comprovaram o impacto positivo das ações implementadas pela FAS.

Foi feita também uma auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com o objetivo de verificar a conformidade na gestão dos recursos de projetos apoiados com o Fundo Amazônia e a conclusão foi que a FAS tem incorporados às suas práticas procedimentos aprovados pelo TCU, sem registro de ressalvas.

No início do mês ocorreu no Pará a Cúpula da Amazônia é o tom foi de cobrança com relação ao compromisso de países ricos de financiar a preservação da floresta e também ajudar a população que mora na região.

A declaração aconteceu após uma reunião com autoridades dos países amazônicos (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), da República Democrática do Congo, da República do Congo e da Indonésia, que também têm grande parte do seu território coberto por matas úmidas, e de São Vicente e Granadinas, que preside a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

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