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PF faz em Manaus operação contra doleiro suspeito de movimentar ilegalmente R$ 560 milhões

por Clara Toledo Serafini

PF faz operação contra suspeitos de fraudes e desvios durante a pandemia no AM

A Polícia Federal investiga um doleiro suspeito de gerenciar um esquema de operações de câmbio não autorizadas e movimentar ilegalmente 114 milhões de dólares, o que equivale a mais de 560 milhões de reais.

A operação Papel Carbono foi deflagrada nesta terça-feira (12)

São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de Manaus e São Paulo/SP.

As operações realizadas pelo doleiro são conhecidas como “câmbio paralelo” – que é a troca de moeda estrangeira sem a devida documentação ou recolhimento de impostos – e “dólar-cabo”, que é a transferência de dinheiro para o exterior sem o conhecimento do Banco Central.

As ordens judiciais também abrangem o sequestro e a indisponibilidade de bens do investigado, totalizando R$ 428 milhões, e incluem a suspensão das operações da empresa envolvida e de outras 38 correspondentes cambiais.

As investigações tiveram início após uma abordagem realizada por policiais federais em novembro de 2019, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus/AM.

Na ocasião, o investigado tentou ocultar a quantia de R$ 150 mil em espécie em uma mala.

O dinheiro estava encoberto por revistas e papéis-carbono, possivelmente como forma de esconder o conteúdo quando submetido à inspeção por raio-X.

Outro método utilizado era a realização de operações de câmbio simuladas, em que a entrega de moeda estrangeira era registrada em nome de pessoas falecidas ou de indivíduos que não residiam nas áreas de atuação das casas de câmbio ou suas correspondentes, a fim de ocultar a verdadeira origem e o real destino dos valores transacionados.

Os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de gestão fraudulenta, falsa identidade para realização de operação de câmbio, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A soma das penas para os crimes identificados pode alcançar até 32 anos de reclusão.

Da redação.

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