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Lideranças do Vale do Javari, onde Bruno e Dom foram mortos, também cobram ações permanentes de segurança

por Clara Toledo Serafini

por Tawanne Costa

Mesmo com a mobilização por parte do Governo Federal para mudar as estratégias de segurança na região, Lideranças Indígenas cobram presença permanente do Estado na região do Vale do Javari, no Amazonas.

Apesar das ações temporárias da Polícia Federal, Força Nacional e outros Ministérios, representantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), afirmam que não viram mudanças ocorrerem.

Considera como a segunda maior Terra Indígena do Brasil, a região abrange os municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença e abriga mais de 6 mil nativos.

O local é o mesmo onde ocorreram os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips há quase dois anos.

Segundo o presidente da Univaja, Bushe Matis, a falta de segurança permanece e os povos indígenas cobram das autoridades ações para combater as atividades ilegais na região. (Ouça)

A escalada da insegurança é fruto de ações de invasores envolvidos na exploração predatória no território.

No ano passado o Ministério dos Povos Indígenas criou um grupo de trabalho para combater a criminalidade no Vale do Javari. O grupo formado por 10 ministérios tinha o objetivo de combater a violência e garantir a segurança territorial dos povos indígenas que vivem na área.

Mas o procurador jurídico da Univaja, Eliésio Marubo, afirma que os órgãos precisam atuar em conjunto e de forma permanente. (Ouça)

A Univaja mantém o trabalho de monitoramento e fiscalização da Terra Indígena, inclusive acompanha e auxilia nas investigações da Polícia Federal.

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