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Itacoatiara tem 86% dos casos da doença de Haff do AM no primeiro semestre de 2022; especialistas alertam para cuidados no consumo de peixe

Reportagem: Clara Toledo

Há um ano, rabdomiólise passava a fazer parte do vocabulário diário do amazonense e a ser fonte de preocupação da população que consome peixes com frequência. Apenas no ano passado, 134 casos foram notificados à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). (Ouça)

Quando existe relação com a ingestão de pescados ou frutos do mar, a rabdomiólise é chamada de doença de Haff. Os sintomas e sinais iniciais incluem rigidez muscular, dor torácica, dormência e perda de força, além da característica mais marcante da doença, que é a urina com cor de café.

Itacoatiara liderou o número de casos notificados no último ano. Das 134 notificações, 74 foram ao município. Entre janeiro e julho deste ano, 86% dos casos foram registrados no município.

Mês a mês, o município tem registrado números maiores que as outras localidades. O mês que teve maior registro de casos no Amazonas foi junho. Nesse período foram 10 registros, sendo oito em Itacoatiara.

Segundo infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Nelson Barbosa, não há motivo específico que justifique o aparecimento de mais casos no município. (Ouça)

O médico reforça ainda a atenção para o consumo de peixes, principal motivo de contração da doença. Para quem sentir sintomas, o infectologista reforça os cuidados. (Ouça)

Mais informações sobre os casos de rabdomiólise no estado estão presentes no boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do estado, disponível no site da instituição.

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