Ecoturismo no Amazonas tem grande potencial econômico, mas irregularidades ameaçam vida de animais.

Ecoturismo no Amazonas tem grande potencial econômico, mas irregularidades ameaçam vida de animais

A atividade do ecoturismo, como uma das principais fontes econômicas do estado, carrega as belezas da natureza amazônica e ainda incentiva a renda de quem sobrevive em meio a regiões extremas. No entanto, as irregularidades que agridem o meio ambiente ameaçam a perda dos atrativos do estado.

Segundo definição do Ministério do Meio Ambiente, o ecoturismo é um segmento que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva a conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente.

O colunista de Turismo e Cultura da BandNews Difusora, Orlando Câmara, destaca que a diversidade da Amazônia torna a região um dos principais pontos do turismo ecológico. (ouça)

O Amazonas é um bom exemplo boas práticas no ecoturismo, porém não é incomum ver casos de irregularidades no contato com animais, um dos grandes atrativos dessa atividade.

Carregar animais no colo, tirar selfies, tocar e alimentar botos-cor-de-rosa e macacos a princípio parece divertido, mas pode trazer consequências para o bem estar dessas espécies, como explica o professor da Faculdade de Educação da UFAM e Doutorando em Zoologia, Washington da Silva Mendonça. (ouça)

Uma pesquisa da ONG Proteção Animal Mundial de 2017 mostrou que das 18 agências de turismo analisadas, 94% das excursões ofereciam a oportunidade de tocar e segurar animais para tirar fotos e, em 74% delas, a prática era incentivada.

Os botos eram os animais mais oferecidos, seguidos por preguiças, jacarés-tinga, sucuris e macacos-de-cheiro.

O colunista Orlando Câmara lembra que não é possível falar em ecoturismo, sem pensar em preservação. (ouça)

O professor Washington da Silva afirma que as autoridades públicas podem desenvolver ações para reduzir os impactos das ilegalidades. (ouça)

O manuseio de animais silvestres é um crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e, apesar de parecer comum durante passeios turísticos, a prática ilegal prevê penalidades que variam de três meses a um ano.

Reportagem: João Felipe Serrão
Foto: Luiz Antônio Gambá; Reprodução/Internet