Ônibus é incinerado na onda de ataques do início do mês em Manaus

Chegam à Manaus três suspeitos de liderar onda de ataques na capital

Os três presos capturados no Rio de Janeiro, suspeitos de liderar a onda de ataques violentos no início do mês em Manaus, já estão na Central de Recebimento e Triagem da capital amazonense. Marcelo da Silva Nunes, conhecido como “Jogador”, Pedro da Silva de Carvalho, o “Pedrinho”, e Sérgio Pereira Miranda, o “Jurandir”, foram detidos na última sexta-feira (18), no Complexo da Penha, no Rio, durante a operação “Coalizão do Bem”.

De acordo com o Delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Gabriel Poiava, o grupo criminoso atuava no Amazonas aplicando recursos na região de fronteira para compra de armas e drogas por meio de empresas de fachada:

A polícia diz que os suspeitos de liderar a onda de ataques usavam sistema bancário e de empresas de fachada para a remessa de valores do Rio de Janeiro para o Amazonas. O Delegado Adjunto do Departamento de Repressão ao Crime Organizado do Amazonas, Rafael Guevara, falou sobre a ligação da organização criminosa com os ataques à capital:

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informa que 82 pessoas já foram presas e dois adolescentes apreendidos por suspeita de envolvimento na série de ataques no Estado.

Entenda a onda de ataques

Ao menos 14 ônibus e duas viaturas policiais foram incendiadas, em Manaus, entre a noite do dia 5 para 6 de junho. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Amazonas, prédios foram depredados e ataques a veículos foram registrados também nas cidades de Parintins e de Careiro Castanho.

De acordo com a pasta, os ataques começaram após um traficante ser morto, no dia 5. Além dos veículos incinerados em poucas horas, em diferentes bairros da capital amazonense, bombeiros também foram acionados para apagar incêndios em um estabelecimento comercial e em um transformador de energia elétrica.

Devido a onda de ataques, a frota de ônibus que circularia nas primeiras horas do dia foram recolhidas, afetando a população. De acordo com a prefeitura de Manaus, os ônibus voltaram a circular a partir do meio-dia do dia 6, após as autoridades estaduais disseram ter condições de garantir a integridade dos trabalhadores e dos usuários.

Um comitê de crise foi instalado para apurar os fatos e, até agora, 82 pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento.

Da redação
Foto: Arlesson Sicsú