Autoridades de saúde do Amazonas investigam parasita que transmite malária

FVS investiga surto de tipo mais agressivo de malária no interior do Amazonas

As autoridades de saúde como a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) investiga o aumento de casos de malária transmitida por um parasita que pode causar a forma mais severa e perigosa da doença, em Carauari, no interior do estado.

No primeiro semestre deste ano, foram registradas 402 pessoas infectadas pela espécie no município enquanto no mesmo período de 2020, o quantitativo era de 29.

O parasita conhecido cientificamente como Plasmodium falciparum causa os índices mais altos de complicações e mortalidade quando comparado com o protozoário que está presente na maioria dos casos de malária notificados pelas autoridades de saúde do estado.

Anualmente, o esperado é que 10% dos casos de malária registrados sejam dessa espécie de protozoário. Em Carauari, no entanto, as infecções pelo parasita representam 33% das notificações confirmadas.

Uma equipe do Departamento de Vigilância e do Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen, estiveram em Carauari, nas últimas semanas para investigar as causas do aumento da presença do parasita.

Até junho deste ano, os municípios que mais registraram casos de malária foram: São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Manaus, respectivamente.

Malária na Zona Rural

O governo alerta que o Amazonas está no período típico de proliferação da doença, que ocorre a partir da vazante dos rios, criando condições para criadouros do mosquito transmissor da malária e aumento de casos.

De janeiro a junho deste ano foram contabilizados cerca de 20.245 casos, contra 28 mil no mesmo período do ano passado. Uma redução de 28%.

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Reportagem: Cindy Lopes
Foto: Reprodução

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