Reportagem: Tawanne Costa

Mais de 100 mil indígenas devem ser afetados com a seca histórica que atinge o Amazonas. Segundo a Articulação das Organizações e Povos Indígenas-APIAM, a estiagem severa tem deixado as aldeias sem água potável, alimentos e remédios.

Conforme a coordenadora da Apiam, Mariazinha Baré, o problema mais grave das comunidades indígenas que não têm água encanada é o saneamento, já que a água do rio não pode ser bebida.

Ela afirma ainda que os peixes que alimentam as comunidades morreram com a baixa temperatura da água. (Ouça)

Para acessar essas comunidades mais distantes, neste período, é necessário enfrentar muitas dificuldades em um longo percurso de estrada e lama, passando por ramais e áreas que antes eram tomadas pelos rios e águas extremamente baixas.

Em Maués, algumas regiões se tornaram intrafegáveis, isolando as aldeias indígenas e demais comunidades que precisam se deslocar para comprar alimentos.

É o que relata, Maisangela Oliveira, da etnia Sateré Mawé. (Ouça)

Para o ambientalista, Carlos Durigan, os efeitos da biodiversidade aquática colocam os nativos em uma situação de vulnerabilidade. (Ouça)

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS), já doou, no início de outubro, cestas básicas, água potável, medicamentos, filtros de água, combustível, além de materiais para construção de sistemas de captação e tratamento de água da chuva, que vão beneficiar comunidades dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS).

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