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Amazonense é vítima de preconceito por estar na faculdade aos 42 anos

por Clara Toledo Serafini

Reportagem: Rebeca Beatriz

A ideia de que pessoas mais velhas não podem exercer funções como cursar uma faculdade ou começar um negócio é algo ultrapassado e que já deveria ter ficado para trás há muito tempo. É o que apontam especialistas comportamentais. No entanto, casos do etarismo são cada vez mais comuns.

Aos 42 anos, o estudante de Direito, Gércley Müller tem passado por situações complicadas com colegas na faculdade. Ele relata preconceito por não estar na mesma faixa etária que a maioria dos alunos da instituição. (Ouça)

Ele conta como reagiu, no primeiro momento com a atitude da colega. (Ouça)

A história de Gércley não é um caso isolado. Em março deste ano, a caloura em uma universidade de Bauru, no interior de São Paulo, de 44 anos, foi vítima de etarismo. Colegas de classe postaram um vídeo caçoando sobre a idade dela.

O sociólogo Marcelo Seráfico explica o que pode motivar grupos sociais a olharem para outros grupos e os caracterizarem de forma negativa. (Ouça)

Segundo o advogado Anneson Frank, embora não exista uma lei específica para casos como esse, algumas providências podem e devem ser tomadas. (Ouça)

O etarismo viola os direitos humanos, e tenta diminuir uma pessoa pelo simples fato de ela ser mais velha. E isso não deve ser permitido.

Denúncias de violações de direitos humanos podem ser feitas de forma anônima pelo telefone Disque 100, dos Direitos Humanos.

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