A lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas gerou discussões entre a população manauara

Vereadores voltam atrás na lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas

Após polêmica, os vereadores da capital aprovam emenda que estabelece o retorno da distribuição gratuita das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais de Manaus. A questão foi debatida e aprovada por unanimidade nessa quarta-feira (6), durante Sessão Plenária Extraordinária da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas gerou discussões entre a população manauara
A lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas gerou discussões entre a população manauara

A nova decisão valerá por mais doze meses e após esse período só será permitida a distribuição de sacolas biodegradáveis ou ecobags. Os vereadores chegaram a esse consenso após ser costurado um acordo entre o líder do governo municipal na Casa e os parlamentares de oposição.

Os autores da PL Antissacolas, Glória Carrate (PL) e Fransuá Matos (PV), utilizaram a sessão para se defender contra as acusações de que estariam beneficiando empresários do setor comercial de Manaus.

Gloria Carrate refutou as acusações de que teria ficado em silêncio após a lei entrar em vigor. (ouça)

Já o vereador Fransuá Matos (PV) disse que não existiu nenhum constrangimento em tirar os efeitos da Lei que estava em vigor há seis dias na capital. (ouça)

Durante as discussões o vereador Rodrigo Guedes (PSC) retirou projeto de sua autoria que proibia qualquer tipo de comercialização das sacolas, com exceção das biodegradáveis. (ouça)

Defendendo o projeto subscrito por mais de 26 parlamentares, o líder da prefeitura na Câmara Municipal de Manaus, Marcelo Serafim (PSB), destacou que nos próximos dois anos um trabalho de conscientização do uso das sacolas plásticas deve ser realizado. (ouça)

Procurado pela BandNews Difusora, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Manaus e Amazonas (Sindplas-AM), avalia que um ano não é um tempo razoável para proibir a comercialização de sacolas.

Além de mais tempo, é preciso diálogo com o setor, avalia o presidente Francisco Brito. (ouça)

O projeto segue para sanção do prefeito David Almeida (Avante).

Reportagem: Ricardo Chaves
Foto: Reprodução/Internet