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PT-AM nega filiação de ex-vice-governador Carlos Almeida; direção municipal contesta ato

por Clara Toledo Serafini

Por: Ricardo Chaves

A direção do PT no Amazonas negou o pedido de filiação do ex-vice-governador do estado Carlos Almeida Filho em decisão tomada na noite desta quarta-feira (22). Na votação, apenas 2 dos 12 dirigentes presentes votaram a favor da filiação do defensor.

O resultado é contestado por Carlos Almeida Filho e o presidente municipal do PT, Valdemir Santana. Segundo eles, para impugnar uma filiação seria necessário 60% dos votos da instância regional, fato, que alegam não ter ocorrido, já que o colegiado para tomar a decisão é composto por 16 membros.

O pedido de impugnação foi apresentado por Ruan Octávio, filiado da sigla e membro do coletivo nacional de cultura do PT.

O pedido justifica que Carlos Almeida Filho contribuiu “na articulação contra a esquerda e contra os movimentos populares” diz ainda que o defensor atuou “na consolidação do bolsonarismo no Amazonas”, acusações rebatidas pelo defensor.

Em resposta ao pedido de impugnação, Carlos Almeida Filho, se defendeu alegando que sempre atuou no “fortalecimento da luta dos trabalhadores” e “em prol da defesa do direito de coletividades”.

A movimentação ocorreu em ano pré-eleitoral e em meio a discussão do PT do nome que deverá ser lançado na disputa para Prefeitura de Manaus em 2024 ou se o partido irá alguém.

Na primeira votação que ocorreu sobre o pedido de impugnação ainda na municipal, a votação foi 7 x 2 a favor de Carlos Almeida. Após contestação do resultado feita por um grupo contrário a filiação do defensor, uma nova votação foi feita ainda na municipal, dessa vez, pelo placar de 7 a 7.

Procurado, o defensor público explicou que a votação que ocorreu na direção estadual foi para identificar inconsistências na votação realizada na municipal do PT. (Ouça)

Carlos Almeida também se defendeu das acusações de ser “bolsonarista” dizendo que um dos motivos de ter deixado o governo foi devido ao alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Ouça)

Procurado, Valdemir Santana, presidente do PT Manaus, disse que a direção estadual tem a liberdade para tratar do assunto, mas dentro do que estabelece o regimento do partido. (Ouça)

A ata ainda deverá ser aprovada na próxima reunião da direção estadual e Carlos Almeida ainda deverá ser notificado sobre a decisão.

Ainda não é o caso de se recorrer à direção nacional, o defensor ainda pode recorrer sobre a decisão tomada pela estadual, além da própria direção municipal do partido contestar o resultado da votação.

Procurado, o presidente estadual o PT e deputado estadual, Sinésio Campos, não atendeu as ligações e as mensagens enviadas pela reportagem.

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