População volta a denunciar flanelinhas por cobranças indevidas, constrangimento e ameaças em Manaus

A rua é pública – mas quando se trata de estacionamento na cidade, as vias estão loteadas pelos guardadores autônomos de veículos, os chamados “flanelinhas”. A população volta a reclamar de altas taxas cobradas para permitirem que os carros estacionem nas vagas. Outro problema é a abordagem dessas pessoas, o constrangimento e até ameaças.

Há anos que a atividade irregular acontece, e com o aumento de carros na cidade, a figura dos flanelinhas é constante. Esta mulher foi uma vítima e diz que eles só se afastam quando recebem o pagamento. Ela prefere não se identificar. (ouça)

O aposentado Davi Silva já foi agredido por um flanelinha e teve o braço ferido. (ouça)

O industriário Marcos Vinícius já teve uma parte do carro amassada por um flanelinha. (ouça)

A situação já foi alvo de inúmeras denúncias por parte de ouvintes da Bandnews Difusora. Os flanelinhas já aderiram ao uso da máquina de cartão de crédito e débito para receber gorjetas, e ainda usam o meio de pagamento eletrônico instantâneo, o PIX.

Em 2014, tramitou na Câmara Municipal de Manaus um projeto que proibia a atuação de flanelinhas em ruas, avenidas e espaços públicos da capital. O projeto não foi aprovado e foi rejeitado pelos vereadores.

Na capital, mais de MIL flanelinhas estão registrados na Associação dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos do Amazonas (Aglavam).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), todo cidadão que sofrer ameaças deve registrar Boletim de Ocorrência imediatamente para que o fato seja investigado pela Polícia Civil.

Dependendo de como o flanelinha aborda as pessoas, ele pode cometer diversos crimes, como extorsão (quando ameaça o motorista ao pedir dinheiro), constrangimento ilegal, estelionato e outros crimes.

Reportagem: Guilherme Guedes
Foto: Reprodução/Internet