A três meses do período mais crítico da estiagem, Manaus amanhece sob fumaça e registra qualidade do ar moderada.

Conforme informações do aplicativo Selva, da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), a concentração de micropartículas de poluição do ar (PM2.5) registrada às 9h30 desta terça-feira (9) era de 32 microgramas por metro cúbico (ug/m³).

A medição foi registrada na estação do bairro Morro da Liberdade.

Conforme o monitoramento, o nível de qualidade do ar considerada boa é de 0 a 25 PM2.5.

O nível de poluição do ar considerado moderado possui concentração de micropartículas de poluição que vão de 25 a 50 microgramas por metro cúbico. O nível considerado ruim vai de 50 a 75 PM2.5.

Em outubro do ano passado, período mais crítico da estiagem no Amazonas, a capital, Manaus registrou a segunda pior qualidade do ar do mundo, com os níveis de poluentes marcando mais de 300 microgramas inaláveis por metro cúbico (PM2.5), nível de poluente considerado perigoso para a saúde.

Manaus também registrou em 2023 a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras, conforme o Relatório Mundial da Qualidade do Ar, da IQAir, empresa suíça considerada a maior plataforma de dados do mundo sobre qualidade do ar.

O relatório aponta que Manaus teve o pior índice em outubro do ano passado, com concentração de micropartículas de poluição em 53.6 microgramas por metro cúbico.

Conforme informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), o material particulado, especialmente o PM2,5, é capaz de penetrar profundamente nos pulmões e entrar na corrente sanguínea, causando impactos cardiovasculares, cerebrovasculares (AVC) e respiratórios.

A OMS estima que mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano são resultados de causas ambientais evitáveis.

Da redação.

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