Inclusão: Projeto leva atendimento médico a pacientes trans e travestis no AM

Reportagem: João Felipe Serrão

A marginalização da população de transexuais e travestis gera um processo excludente, que nega a essas pessoas os direitos mais básicos, como atendimentos de saúde. Diante dessa realidade, o projeto “TransOdara”, do Governo do Amazonas em parceria com a Fiocruz, busca realizar pesquisas e auxiliar no tratamento de infecções sexualmente transmissíveis para esse grupo.

Projeto leva atendimento a trans e travestis no Amazonas (Foto: Herick Pereira/Secom)

Mais de 300 pacientes trans e travestis já foram atendidas desde novembro de 2020, no ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero da Policlínica Codajás, zona sul de Manaus. Dos pacientes que participaram do projeto, 23 se encontravam em situação de privação de liberdade – destes, 14 já foram libertados.

Uma das atendidas foi Maura, de nome fictício, que fala da importância de iniciativas como essa. (Ouça)

Como parte do projeto, são oferecidos os serviços de consulta médica, exames ginecológicos, ultrassonografia, mamografia, exames laboratoriais, vacinas e testagem para o vírus HIV, todos de maneira gratuita.

Pâmela, também de nome fictício, afirma que é bom ter profissionais que cuidam da saúde da população trans. (Ouça)

O diretor-geral da Policlínica Codajás, Rainer Figueiredo, lembra do caráter universal do sistema de saúde. (Ouça)

O ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero da Policlínica Codajás é um serviço da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, em parceria com a UEA e a Fiocruz, com consultas que acontecem dentro das instalações da unidade de saúde.

Criado em setembro de 2017, hoje atende 350 pacientes fixos, que recebem atendimento e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Segundo o governo, o espaço é o único da Região Norte com esse tipo de serviço.