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Folha de SP: exploração de potássio em Autazes vai gerar 5 vezes mais rejeitos do que Brumadinho

O projeto de exploração de potássio em Autazes, no interior do Amazonas, vai gerar 5 vezes mais rejeitos do que os despejados no rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em 2019.

A informação foi levantada e divulgada em reportagem produzida pela Folha de São Paulo, a partir de dados acessados pelo jornal no documento de licenciamento ambiental concedido à Potássio do Brasil.

A Potássio do Brasil prevê a geração de 78 milhões de metros cúbicos de rejeitos e a formação de duas pilhas desses resíduos com altura de 25 metros cada uma.

Em Brumadinho o despejo de resíduos foi de 12 milhões de metros cúbicos com o rompimento de uma barragem. A tragédia causou a morte de 272 pessoas

Em resposta à Folha, a empresa afirmou que não utilizará barragens e todo o resíduo da produção será empilhado a seco “em locais previamente preparados para eliminar qualquer possibilidade de contaminação de lençóis freáticos ou cursos de rios”.

Em coletiva realizada na semana passada, o Ministério Público Federal denunciou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas aprovou licença para exploração de potássio em Autazes mesmo com estudos de impactos ambientais incompletos.

No dia 14 de maio, o MPF pediu a suspensão das licenças de instalação concedidas recentemente pelo Instituto, por, entre vários argumentos, entender que as obras incidem sobre áreas tradicionais ocupadas pelo povo indígena Mura, terras estão em processo de demarcação.

Da redação.

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