Esporte | Paixão pela camisa além das quatro linhas

Por Patryck Vieira

Para os fanáticos, existem dois tipos de paixão: o amor pelo seu time de coração e pela camisa. E quando o amor pela camisa vai além da paixão? Ter aquela camisa rara ou uma peça de única exclusividade não tem preço. Apenas quem tem esse amor por camisas consegue descrever.

Lucas Marinho, 25, estudante de jornalismo, curiosamente não começou colecionando camisas, mas, ‘ursinhos de pelúcia’ e herdou o amor de juntar coisas raras da família.

“Foi por causa do meu avô, que é médico e foi jornalista esportivo de campo, ele gostava de colecionar álbuns de figurinhas e passou pra mim, com isso, quando eu era mais jovem ele me levou ao estádio, para ver o São Raimundo na série B do campeonato brasileiro, em meados de 2002, ali eu virei torcedor do Tufão e ganhei algumas camisas naquela época”, disse.

Coleção

Camisa usada pelo brasileiro naturalizado croata na Copa do mundo de 2014, no Brasil, no jogo entre Camarões e Croácia, em Manaus. Foto: Arquivo Pessoal

Em 2014, no ano da Copa do Mundo no Brasil, onde Manaus foi uma das 12 sedes que receberam as partidas. Na capital amazonense, quatro jogos movimentaram a cidade durante todo o mês de junho e junho, entre as partidas estavam; o grande jogo entre as  seleções da Inglaterra e Itália; Camarões e Croácia; Estados Unidos e Portugal, que tinha o astro português eleito melhor do mundo em 2014, Cristiano Ronaldo e a última partida que reuniu as eleções de Honduras e Suíça.

Nesse mesmo ano, Lucas, viu uma reportagem em um veículo de televisão, onde no Amazonas havia um outro colecionador de camisas raras, desde lá ele manteve o contato e começou a trocar camisas e informações de onde encontrar outras peças.

Camisas

Como bom torcedor do Tufão, Lucas não pestanejou sobre a camisa que ele tem mais apreço. Usada em 2001 pelo jogador Marcelo Araxá que jogou a final da Copa Norte que foi entre São Raimundo e Paysandu.

Camisa do São Raimundo da época, com alusão ao bicampeonato do norte. Foto: Arquivo Pessoal

A primeira partida aconteceu em Belém, e o time paraense impôs derrota por 1 a 0 aos amazonenses. A regra da melhor campanha foi mantida para 2001, e na segunda partida, no Vivaldão, o Tufão devolveu o placar, conquistando assim o tricampeonato e consolidando um grande momento da história do clube.

Poster do Campeão da Copa norte de 2001. Foto: Reprodução

Porém, uma camisa chama atençao pela história recente do futebol amazonense. Em 2019, o Manaus FC fez história e consegiu o acesso a série C do campeonato Brasileiro, desde 1999, o Amazonas não subia de categoria na elite do futebol brasileiro e contou com mais de 44 mil pessoas na Arena da Amazônia empurrando o time.

Camisa usada pelo jogador Matheus Oliveira, no jogo do acesso contra o Caxias-RS, autografada por parte do elenco de 2019. Foto: Arquivo Pessoal

Outras camisas que ele destaca a história por trás, são as da Copa do Mundo, como a da Croácia, da Itália, usada pelo Pirlo, campeão do mundo e 2006, entre outras.

Camisa usada pelo goleiro da seleção da Itália, Sirigu.

Futuro

Em um futuro próximo, Lucas pensa em fazer um museu com as camisas que possui, segundo ele “ter as camisas para si não é legal”.

“Ter uma coleção só pra ti, não é legal, o bom é trocar informações, trocar divulgação também para conseguir outras coisas novas, jogadores me dão, eu posso comprar ou ganhar e também para mostrar e preservar a história do futebol e do esporte local”, finaliza.

No instagram, você pode ver mais camisas e a história do futebol amazonense.

Fotos: Arquivo Pessoal

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