Especialistas avaliam situação da Covid no AM como imprevisível, apesar de reduções em internações e mortes

Especialistas avaliam situação da Covid no AM como imprevisível, apesar de reduções em internações e mortes

Especialistas avaliam situação da Covid no AM como imprevisível, apesar de reduções em internações e mortes
Especialistas avaliam situação da Covid no AM como imprevisível, apesar de reduções em internações e mortes

Os dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) indicam que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no estado vem apresentando queda nos últimos dias, o que aponta uma situação imprevisível de futuro, segundo os especialistas.

O índice de internações se mantém estável em pouco mais de 30% conforme informações divulgadas diariamente no Boletim Epidemiológico da FVS.

Na semana passada, mais de 50 municípios do interior estavam sem nenhum paciente internado pela Covid-19 e a maioria das cidades zerou o número de hospitalizações. Recentemente, o estado registrou pela sexta vez no ano mais um dia sem mortes pela doença.

O Governo do estado atribui a queda na taxa de internação ao avanço da vacinação que já alcança, desde o início de agosto, o público de 12 anos.

Segundo a Secretaria de Saúde do Amazonas, as taxas de ocupação de leitos Covid-19 no interior estão entre as mais baixas desde o início da pandemia no estado. O número de mortes e casos também tiveram queda.

Apesar do cenário, em entrevista à BandNews FM Manaus, o secretário de Saúde, Anoar Samad, disse que um “surto grave” de Covid-19 pode surgir entre janeiro e fevereiro do ano que vem no estado se a cobertura vacinal não avançar na população do Amazonas.

Apenas 34% da população estão com o esquema vacinal completo no Amazonas, o equivalente a 1,042 milhões de imunizados.

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado no final da semana passada, mostra que a taxa de ocupação de leitos de UTI de Covid-19 para adultos do país se encontra no melhor cenário desde que foi iniciado o monitoramento do indicador.

Apenas Rio de Janeiro capital está com taxa superior a 80%. Boa Vista e Curitiba estão na zona de alerta intermediária, com índice de 76% e 64%, respectivamente. Ouça:

Reportagem: Cindy Lopes
Foto: Reprodução