Reportagem: Victor Litaiff

Com o slogan “Não é só com beijos que se prova o amor”, em 1948 as Lojas Clipper criaram o Dia dos Namorados no Brasil.

Desde então o dia 12 de junho tem sido marcado para os enamorados, mas apesar do clima de romance, o que tem chamado a atenção são os contratos de namoro.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB) em 2023 foram registrados 126 contratos de namoro, que serve para formalizar que a relação afetiva entre duas pessoas é só um namoro e que não há intenção de constituir uma família.

Mas apesar do documento servir para diferenciar o status de namoro e a “União Estável”, com o objetivo de evitar problemas na justiça, o item tem chamado atenção com cláusulas digamos diferentes.

Por exemplo, o jogador Endrick e sua namorada Gabriely Miranda fizeram um contrato que em uma das cláusulas diz: “É a obrigação de dizer “eu te amo” em qualquer situação” e que algumas palavras são proibidas em diálogos do casal, como “hum”, “aham”, “tá”, “beleza” e “kkk” (quatro K’s pode, mas três não).

Apesar do fato inusitado, tem gente que curte a ideia de ter um contrato de namoro. O designer Hudson Azevedo nos conta que se ele estivesse namorando toparia um contrato e que colocaria uma cláusula, digamos, bem diferente: (Ouça)

Apesar de toda polêmica em torno do documento, o contrato de namoro protege e deixa claro, por exemplo, que o casal não tem quaisquer obrigações e implicações de cunho patrimonial, previdenciário, sucessório e fiscal entre eles.

A Advogada Paula Elizabeth explica um pouco como funciona o contrato de namoro. (Ouça)

Com contrato ou não, neste dia 12 de junho o importante é você curtir com a sua cara-metade ou se ainda não achou a sua alma gêmea, por opção ou por medo de problemas futuros, procure um advogado ou uma advogada e capriche nas cláusulas a dois.

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