Mesmo sinalizando o início do processo de vazante do Rio Negro, os comerciantes da região central de Manaus ainda não avaliam um cenário favorável para as vendas.

A cheia trouxe prejuízos com perdas de mais de 50% para empresários. Um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) aponta que 310 estabelecimentos foram afetados de alguma maneira pela cheia.

Lojistas evidenciam os prejuízos: “O movimento caiu bastante. As pessoas têm medo de vir para cá por conta da água, caiu pela metade do que conseguíamos vender antigamente” relatou uma das lojistas.

São 175 lojas atingidas pela água, 84 estabelecimentos funcionando com pontes, plataformas de madeiras e muros de contenção, e 51 lojas suspenderam as atividades.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a previsão é de uma descida lenta e gradual. Luna Gripp, pesquisadora do CPRM, explica o processo de vazante.

“É sempre importante explicar que o início processo de vazante é muito lento, então o fato do rio começar a descer não quer dizer que os impactos relacionados àquela inundação vão deixar de ser observados. Para Manaus, por exemplo, a cota de inundação severa é de 29 metros – que é quando o Centro da cidade começa a ser inundado. Então até que o rio desocupe as casas que estão sendo inundadas, desocupe a área central que vem atrapalhando o trânsito, o comércio vai demorar um tempo”

Ruas do Centro de Manaus continuam interditadas por causa das inundações e mais de vinte bairros foram afetados este ano, na maior cheia dos últimos 100 anos.

A Defesa Civil Municipal informou que algumas ruas já foram liberadas para acesso, e a liberação é conforme a descida do nível da água, se está viável a passagem de veículos e pedestres, a prefeitura permite o acesso.

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Reportagem: Guilherme Guedes
Foto: Valdo Leão/ Semcom

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