Manaus

Quarta-feira, 20 de maio de 2026

20/05/2026 · 24°C

24°C - Pancadas de chuva leves

Reportagem

Câmeras corporais em policiais deveriam ser prioridade para pré-candidatos ao Governo, defende jurista

Por Jefferson Ramos 13/04/2026 12:39 Atualizado em 14/04/2026 10:14
Câmeras corporais em policiais deveriam ser prioridade para pré-candidatos ao Governo, defende jurista
Ouça a matéria completa

Os planos de governo dos pré-candidatos a governador do Amazonas deveriam incluir o compromisso de equipar as forças policiais do estado com câmeras corporais, a fim de evitar excessos e mortes por intervenção policial.

Essa é a avaliação da advogada criminalista Alessandrine Silva, que atua na área de direitos humanos.

Advogada criminalista Alessandrine Silva defende o uso de câmeras corporais como ferramenta de controle da atividade policial. (Foto: Arquivo pessoal)
Advogada criminalista Alessandrine Silva defende o uso de câmeras corporais como ferramenta de controle da atividade policial. (Foto: Arquivo pessoal)

Para a jurista, o mecanismo, além de ampliar o controle externo da atividade policial, blinda as operações contra denúncias infundadas e fornece mais subsídios para que juízes decidam sobre a investigação de relatos de tortura ou agressões durante prisões.

Os planos de governo são apresentados apenas após o registro das candidaturas, que ocorre entre julho e agosto de 2026. O documento é responsável por detalhar as propostas dos candidatos para as diversas áreas da administração estadual.

O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Marcus Vinícius, e o atual comandante da Polícia Militar do estado, coronel Klinger Paiva, já declararam à BandNews Difusora FM serem contrários ao dispositivo.

O pré-candidato ao governo e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou no programa Daniel Anzoategui, da Difusora do Amazonas, que os casos de excesso policial são pontuais.

Nos últimos anos, a Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial intensificou a realização de operações para investigar mortes por intervenção da polícia.

Uma das ações mais recentes foi a Operação Simulacrum, na qual a promotoria pediu a prisão de 11 policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), envolvidos em uma abordagem que resultou na morte suspeita de um ajudante de pedreiro de 19 anos.

Apesar de registrar uma queda de 44% nas mortes por intervenção policial em 2023, o Amazonas registrou 90 mortes por intervenção policial em 2020.

Em 2019, o índice saltou de 36 casos (registrados em 2018) para 86 no ano seguinte — um crescimento de 139%.

#Polícia