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Reportagem

Alimentos ultraprocessados na primeira infância podem ter impactos emocionais, alertam especialistas

O consumo de alimentos ultraprocessados na infância pode ir além dos impactos físicos e influenciar o comportamento das crianças ao longo do tempo.

Por Jordania Gama 29/04/2026 14:29 Atualizado em 29/04/2026 14:59
Alimentos ultraprocessados na primeira infância podem ter impactos emocionais, alertam especialistas
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O consumo de alimentos ultraprocessados na infância pode ir além dos impactos físicos e influenciar o comportamento das crianças ao longo do tempo.

Um estudo publicado na revista científica JAMA Network, em março deste ano, aponta que esses efeitos podem aparecer até dois anos depois do consumo frequente desses produtos.

A pesquisa alerta que a alimentação nos primeiros anos de vida está diretamente ligada ao desenvolvimento emocional, à relação com a comida e à capacidade da criança de lidar com as próprias emoções.

No Brasil, até 80% das crianças consomem alimentos processados com frequência, e muitas já têm contato com esses produtos antes dos dois anos de idade.

Nutricionista Funcional, Raphaely Albino explica mais sobre as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados.

Um fator ainda mais preocupante é que muitos ultraprocessados são vendidos como opções saudáveis, com promessas de serem “rico em vitaminas” ou “fonte de fibras”.

Na prática, são produtos com alto teor de açúcar, gorduras e aditivos químicos.

Para as famílias, nem sempre é fácil evitar esses produtos, principalmente por causa da praticidade, embalagens coloridas, personagens e brindes que atraem as crianças.

A especialista Raphaely Albino orienta sobre estratégias para uma boa alimentação na primeira infância.

Na rotina, pais e mães enfrentam desafios para manter uma alimentação equilibrada desde os primeiros anos de vida.

A engenheira Elisangela Ribeiro de 32 anos de idade, mãe da pequena Elena de 2 anos, fala sobre seu cuidado e a introdução alimentar durante o desmame da filha.

Especialistas alertam que o consumo frequente de ultraprocessados está associado a problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Podem ainda alterar o paladar, prejudicar a saúde intestinal e influenciar a forma como a criança se relaciona com a comida ao longo da vida.

O recomendado é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.