Baixa testagem e menos cuidados significam risco de aumento de casos de covid no AM

Baixa testagem e menos cuidados significam risco de aumento de casos de covid no AM

Reportagem: João Felipe Serrão

A baixa testagem para identificar casos de Covid-19 e o não uso de máscaras podem ser fatores prejudiciais para que o Amazonas não consiga projetar um aumento da propagação do coronavírus. A análise é do epidemiologista da Fiocruz, Jesem Orellana.

AM é um dos estados que apresentaram crescimento na tendência de longo prazo, de acordo com o levantamento. (Foto: Reprodução/Internet)

Na metade de 2022, o país vive um novo aumento de casos, com cidades decretando novamente o uso do acessório de proteção facial. O último Boletim Infogripe, divulgado pela Fiocruz, apontou a tendência de aumento dos registros de covid-19 em todas as regiões do país.

Segundo o documento, o coronavírus foi responsável por 48% dos casos e 84% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) identificados na semana epidemiológica de 15 a 21 de maio.

O Amazonas é um dos estados que apresentaram crescimento na tendência de longo prazo, de acordo com a Fiocruz.

Na avaliação do epidemiologista Jesem Orellana, a pouca testagem e informações menos precisas impedem uma projeção sobre a realidade da pandemia. (Ouça)

Ainda segundo Jesem, os decretos que flexibilizaram as medidas sanitárias no estado precisam ser reavaliados. (Ouça)

Desde março deste ano, o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus deixaram de exigir a obrigatoriedade do uso de máscara em locais abertos e fechados.

No período, o infectologista Nelson Barbosa analisou a medida como irresponsável, já que ignorava o cenário internacional, em continentes como Europa e Ásia, que seguiram pelo mesmo caminho e tiveram uma alta de novos casos de Covid-19. (Ouça)

Conforme o Boletim Infogripe, 20 das 27 capitais brasileiras têm sinais de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no longo prazo. Manaus é uma delas.