Na Amazônia, 118 políticos com multas ambientais concorrem às eleições

De acordo com levantamento feito pela Agência Pública, 118 candidatos a prefeito e vice-prefeito em municípios da Amazônia Legal, que vão disputar as eleições no dia 15 de novembro, estão na “lista suja do Ibama” por infrações cometidas na região na última década.

Eles foram autuados por desmatamento, queimadas, exploração de floresta nativa localizada em reservas ou por prestar informações falsas para os órgãos ambientais a fim de acobertar atividades ilegais. 51 que estão atualmente em exercício já receberam multas ambientais por infrações cometidas na região, e 28 deles vão disputar a reeleição.

Entre os políticos multados pelo Ibama, estão quatro prefeitos dos seis municípios que ganharam destaque recente por terem sido palco do “dia do fogo” — uma série de incêndios provocados intencionalmente por fazendeiros, empresários, advogados e pessoas ligadas ao setor agropecuário em 10 de agosto de 2019.

São eles: o prefeito de Itaituba, Valmir Climaco (MDB); de Jacareacanga, Raimundo Batista Santiago (PSC); de Trairão, Valdinei José Ferreira (PL) e seu vice, Maurício de Lima Santos (PL); e o prefeito de Novo Progresso, Ubiraci Soares Silva (PL), e o vice, Gelson Luiz Dill (MDB) – que irá disputar a prefeitura este ano em campo político oposto ao de Ubiraci. Juntos, eles somam R$ 7,8 milhões em multas ambientais. Contudo, nenhum dos gestores foi acusado de ter participado dos atos.

Da redação com informações da Agência Pública.
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters.

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