Caso Kimberly: acusado de matar miss tentou sair do país pela fronteira com a Venezuela

Os chefes de Polícias de Roraima esclarecem na manhã deste sábado (16) os detalhes sobre prisão de procurado pelo Amazonas, Rafael Fernandez Rodrigues de 31 anos, acusado pela morte de Kimberly Karen Mota de Oliveira que foi encontrada encontrada morta dentro do apartamento de Rafael no centro de Manaus.

A prisão dele ocorreu na tarde de ontem (15), em Pacaraima, após um cerco montado por uma força-tarefa composta por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Divisão de Inteligência e Captura, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

De acordo com a Polícia, foram realizadas buscas em local conhecido como “Morro do Quiabo”, na área urbana da cidade de Pacaraima, fronteira com a Venezuela, onde o fugitivo estava escondido numa cabana de bambu, no meio do mato.

Na ocasião um venezuelano, armado com um facão investiu contra um agente da Polícia Civil, integrante da FICCO. O suspeito aproveitou a situação e se escondeu numa mata. Foi pedido reforço de uma guarnição da Polícia Militar compostas por policiais de Pacaraima e que conhecem a região, então fecharam o cerco e localizaram Rafael Fernandez Rodrigues que ainda tentou fugir, mas foi preso.


Em depoimento na Delegacia de Pacaraima, um agente da Polícia Civil, informou ter recebido informações de testemunhas que um venezuelano de 17 anos que investiu contra os policiais estava dando cobertura à fuga de Rafael.

Além da prisão de Rafael dois venezuelanos foram presos por crime de favorecimento pessoal.

Rafael Fernandez foi qualificado e interrogado e detalhou sua rota de fuga a partir de sua entrada em Roraima. Ele disse que sofreu o acidente por volta das 12 horas do dia 11 e, em seguida pegou uma carona até uma pequena vila.
Ele disse que na ocasião ficou “molhado e machucado”. Depois foi ajudado por algumas pessoas que desconheciam o crime que tinha praticado e chegou a Boa Vista e depois Pacaraima de táxi. Alegou que no acidente perdeu seus documentos e o celular e que estava somente com os cartões.

O acusado disse ainda que pretendia chegar à Venezuela. Ele sabia que estava sendo procurado e contou que pediu abrigo aos venezuelanos e que dava dinheiro a eles para lhe darem apoio e, por isso, o esconderem na cabana. Entretanto, alegou que os venezuelanos não sabiam que estava foragido.


Os dois venezuelanos foram liberados após assinar o termo de compromisso de comparecer na Justiça. O foragido foi recambiado (conduzido) para Boa Vista, durante a madrugada. Ele foi qualificado e interrogado e se encontra numa carceragem da Polícia Civil.

Ainda neste sábado o acusado seguirá com uma equipe da Polícia para Manaus, onde ele será interrogado sobre o crime e o que o levou a matar a namorada.

Da redação com informações da assessoria

Foto: Divulgação/Polícia RR

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