Amazonas registra mais de sete mil focos de queimadas até agosto e a NASA confirma aumento dos incêndios florestais em toda Amazônia

O Governo do Amazonas intensifica as ações de combate aos incêndios florestais no sul do Estado, onde se concentram cerca de 85% das ocorrências de focos de calor registrados no sistema de monitoramento estadual. Uma operação foi anunciada neste fim de semana pelo governador Wilson Lima (PSC).

Dos 7.150 focos identificados entre 1º de janeiro a 20 de agosto, 6.016 estavam distribuídos em sete municípios da região segundo dados do próprio governo. Dessas ocorrências, 43% foram identificadas em áreas federais e perto de 1% em unidades de conservação estaduais.

Os focos de calor até então identificados representam 0,16% de toda a extensão territorial do Amazonas. “É preocupante a questão do desmatamento e precisamos de ajuda do Governo Federal principalmente para o sul do Amazonas, na fronteira com outros estados. Mas também é importante ressaltar que todos os registros de focos de calor e desmatamento representam 0,16% do território do Amazonas, então é menos de 1%. Não que isso não seja grave, mas isso também acaba causando prejuízos a nossa imagem”, afirmou Wilson.

Neste domingo (25) o Governo Federal anunciou que sete estados que compõem a Amazônia Legal vão receber as Forças Armadas para o combate a incêndios na região. Amazonas, Acre, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Tocantins e Roraima devem receber o reforço esta semana.

Os militares devem atuar nas áreas de fronteira, terras indígenas e áreas de conservação ambiental.

Dados da NASA

A Agência Espacial Americana (NASA) informou que os cientistas confirmaram um aumento na intensidade de queimadas na Amazônia brasileira em 2019, o que torna este o ano mais ativo de incêndio na região desde 2010. Dados confirmados pelo cientista e físico pela Universidade de São Paulo (USP) Paulo Artaxo. Ouça:

Em uma publicação feita na última sexta-feira (23) a NASA diz ainda que atividade de incêndios na Amazônia varia consideravelmente de ano para ano e mês a mês, impulsionada por mudanças nas condições econômicas e climáticas. Agosto de 2019 se destaca porque trouxe um aumento notável de incêndios grandes, intensos e persistentes nas principais estradas da Amazônia central, explicou Douglas Morton, chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas do Goddard Space Flight Center da NASA.

Embora a seca tenha desempenhado um papel importante no exacerbamento de incêndios no passado, o momento e a localização das detecções de incêndios no início da estação seca de 2019 são mais consistentes com o desmatamento do que com a seca regional.

Da redação

Foto: Divulgação/NASA

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